Canadá: FSWP 2014 – Os Documentos

Depois de ter adiantado a primeira parte do processo, chegou a hora de começar a juntar os documentos necessários para enviar ao governo canadense. A documentação vai depender se você está aplicando sozinho, em casal ou em família e como meu relato é sobre minha experiência, aqui vão os detalhes caso você esteja indo sozinho, sem oferta de emprego e sem nunca ter trabalhado ou feito curso superior no Canadá.

Tenho certeza que ao chegar nessa fase, você já analisou bastante seus planos e decidiu seguir com sua vontade de imigrar para o Canadá. E se for realmente seu sonho, não deixe os aspectos que parecem complicados virarem monstros. Com informação, pesquisa e bom planejamento financeiro, você pode fazer essa vontade acontecer… de verdade!

Lembrando que ao aplicar sozinho, você é necessariamente o aplicante principal. E todo documento que estiver em português deverá ser traduzido juramento para o inglês.

Alguns documentos são mais simples:

1) Cópia autenticada da Certidão de Nascimento;
2) Cópia autenticada da Certidão de Casamento (se for o caso);
3) Cópia autenticada da Averbação do Divórcio (se for o caso):
4) Cópia autenticada da Carteira de Identidade;
5) Cópia autenticada da página do Passaporte que consta foto, número do documento, emissão e validade, cidade e data de nascimento;

Captura de Tela 2014-10-30 às 14.27.466) Original da Certidão de Antecedentes Criminais emitida pela Polícia Federal;
7) Original da Atestado de Antecedentes Criminais emitido pelos Estados onde você tenha morado 6 meses, ou mais, após seus 18 anos. No meu caso, a emissão foi feita pelo site da Secretaria do Estado de São Paulo;
8) Original da Certidão de Distribuição de Ações Cíveis, Criminais e Fiscais emitida pelo Supremo Tribunal Federal.
* Preste atenção porque essas certidões de antecedentes criminais devem ser validadas após emissão e elas tem validade entre 90 e 60 dias, dependendo do documento.

Outros são mais chatinhos:

9) Carta de referência das empresas onde trabalhou, comprovando experiência profissional;
Bem, o sistema de cálculo de elegibilidade para imigrar para o Canadá funciona com pontos por habilidades comprovadas. O que significa que quanto mais experiência você conseguir comprovar, mais pontos terá. Sabendo que acima de 6 anos comprovados de experiência na profissão que você está declarando, os pontos serão os mesmos. Então se você trabalhou em mais de uma empresa, melhor se preparar para pedir uma para cada ex (e atual) empregador.

O conteúdo deve especificar o período que trabalhou na empresa, os cargos que ocupou e, novamente, os períodos das funções, principais responsabilidades e atividades, salário anual (incluindo décimo terceiro) e benefícios de cada posição na empresa e quantidade de horas trabalhadas em cada cargo.

A carta pode ser escrita em inglês, para que você não precise traduzir depois, e deve ser emitida em papel timbrado da empresa constando endereço comercial completo, número de telefone, fax, e-mail e website. Também deve ser assinada pelo responsável legal e com o carimbo de CNPJ. Certifique-se de pedir à empresa que qualquer valor informado em Reais tenha uma observação entre parênteses com a conversão aproximada em dólares canadenses.

Complete a comprovação de experiência profissional com cópias dos últimos três holerits e cópias dos contratos das empresas (carteira de trabalho) que declarar. Não se esquecendo que documentos em português devem ser acompanhados de tradução juramentada.

10) Comprovação de renda;
Você precisará comprovar que tem dinheiro suficiente para se manter no Canadá até que consiga arrumar um emprego. E esse número não é qualquer um! O governo do Canadá estabelece que 01 pessoa precisa comprovar um valor de $ 11.824,00 (onze mil, oitocentos e vinte e quatro dólares canadenses) para cobrir seus custos de vida no país, segundo a tabela que consta no site do CIC. Quanto maior o número de pessoas constantes na aplicação, maior o valor.

A comprovação pode ser feita através de uma carta do banco mencionando seus dados, desde quando você é cliente e quanto tem depositado na instituição, ou através de extratos bancários (ou os dois). No meu caso, o Banco Itaú tem um modelo de carta que menciona, já em inglês, todas as informações necessárias, mas conheço pessoas cujo banco no Brasil se recusava a emitir tal declaração alegando estar descumprindo sigilo bancário, então os extratos de conta corrente e poupança podem ser enviados, com as respectivas traduções.

Optei por enviar a carta do banco, que já foi emitida em inglês, e os três últimos extratos bancários anteriores à data de envio dos meus documentos ao CIC. Não traduzi os extratos, pois a carta do banco era completa.

O dinheiro não pode ser cedido à você via empréstimo e o montante deve estar ainda disponível no momento que o escritório que processará seu visto receber sua aplicação. Ou seja, não adianta colocar um dinheiro para que o banco emita a carta ou extrato, e depois gastar.

11) Comprovação de escolaridade;
Sim, eu sei que você já mandou traduzir histórico escolar e diploma, ou declaração de conclusão de curso, para a emissão do ECA (Education Credential Assessment), mas uma outra cópia de cada deverá seguir juntamente com o relatório de equivalência de estudos.  O WES (World Education Service) menciona no site para não enviarmos originais, pois eles não devolvem documentos, então o que eu fiz foi pedir tradução juramentada do meu histórico escolar e diploma e enviar cópias autenticadas dos documentos e traduções ao WES. Assim tinha a tradução juramentada original para enviar ao CIC.

Recebi o relatório do WES sem problemas, e mandei o original com cópias autenticadas do histórico escolar e diploma anexados com as respectivas traduções juramentadas no processo.

Bom, agora vamos às observações… na lista para verificação dos documentos que serão enviados ao CIC diz que os únicos originais do pacote devem ser as certidões de antecedentes criminais, o resultado do teste de proficiência (no meu caso, o IELTS) e o relatório da equivalência de diploma (no meu caso, do WES). Não tem nada falando de cópia autenticada, então tem um bafafá na internet sobre necessidade ou não de autenticação das cópias.

Por outro lado, no guia de documentação para aplicação ao Federal Skilled Worker Program diz que cada tradução de documento que não estiver em inglês ou francês, deve ser acompanhada do juramento do tradutor (nossa versão juramentada) e uma cópia autenticada do documento original. Então vejam só que eu fiquei super na dúvida, e optei em pecar pelo excesso e mandar cópias autenticadas de todos os documentos que não precisam ser originais.

Para falar bem a verdade, como eu estava no Canadá quando mandei minha aplicação, usei certified translator membro do ATIO para minhas traduções e peguei a cópia do original que o tradutor grampeou e levei para o notário aqui autenticar.

De novo, o CIC não devolve originais… a não ser na infelicidade do seu processo ser recusado, aí ele volta inteiro para você. Mas bate na madeira (toc, toc, toc)!


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